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A vida mentirosa das mentiras

        No  livro Os Demônios, do Dostoiévski, uma personagem fala que ter ideias é a coisa mais difícil que existe. Nós somos uma forma de vida inteligente, a mais até agora, sem sombra de dúvida, embora a gente ainda deixe muito a desejar. Eu, na maior parte do tempo, me sinto confortável com o meu cérebro. De modo geral, ele coopera com a minha passagem pela vida. Única sob o meu ponto de vista. Infelizmente, ou não, não acredito em nenhuma outra oportunidade de existência além desta. Por isso, me empenho para que ela seja o menos equivocada e dolorosa possível e para que a minha personalidade não se torne sintética. E falo sintética tanto no sentido de que ela não se torne artificial como também no de que ela não me afaste do pensamento analítico. Eu gosto de pensar antes de agir. Gosto de pensar antes mesmo de pensar. Penso, logo penso combina comigo, com o meu conceito do que é ser humano e me conecta melhor às minhas emoções. Pensar, para mim, também é ...